domingo, 22 de abril de 2007


MADRUGADAS

Todas as madrugadas parecem acabar depressa, porque o tempo não respeita os amantes, nem atende a voz do desejo que pede amorosamente a ele: por favor, pare... Conceda-nos o impossível, cristalize o momento, permita que a eternidade se imponha.
Mas que nada, ele vai saindo, manhoso na pressa de converter o presente em passado, e deixa ardilosamente a saudade em seu lugar. E o amanhecer, traz consigo as imagens e os sons do prazer ( em flash) como o pulsar da vida . Agora, o corpo, depois do descanso merecido, acorda conservando ainda o calor “morno” da madrugada “caliente”, querendo que o dia voe acima da velocidade da luz, e a madrugada chegue e seja a estrela da noite ; entre em cena, trêmula como se fosse seu primeiro espetáculo.


Um comentário:

Eddi disse...

Que coisa linda Ligia!!!
O tempo deveria n�o passar mesmo em certas madrugadas.