domingo, 18 de janeiro de 2009

A FLORA? A FLORA ERA UMA FAUNA!!!- Que me perdoem os animais.

A FLORA? A FLORA ERA UMA FAUNA!!!- Que me perdoem os animais.
O Brasil parou para ver o final de A FAVORITA. E o sucesso da novela se deu a meu ver, pela trama sórdida que emaranhou os capítulos do início até ao fim da novela favorita dos brasileiros.
Ouço comentários de que a televisão é uma ótima incentivadora dos maus costumes, no entanto, vejo a família achar que o melhor entretenimento para os filhos, é a TV, principalmente quando chegam visitas. E nunca conversa com eles, sobre os comportamentos dos personagens, isso porque não a interessa discutir com os filhos o que a arte copia da vida.
Tivemos na obra de João Emanuel Carneiro a oportunidade de rever e refletir valores morais, conceitos e desfechos. Lógico que alguns , como o do político regenerado, não ultrapassa a ficção, como também a reversão inusitada da sexualidade do Orlandinho, foi apenas um equívoco, porque ele não era essencialmente homossexual, era um Bissexual, e se deu bem chupando frutas dos dois pomares, portanto não se tornou um ex-gay, simplesmente esolheu um dos lados do muro. Céu, era realmente o paraíso, saiu do anonimato tão peculiar aos pobres, para adentrar numa família burguesa, e ter um filho como promissória a descontar posteriormente na pensão alimentícia, que qualquer um que fosse o pai, teria que assumir , pois é a única lei que funciona no país!
Danatella, foi realmente a dona da telinha global, festejou com esse papel seus 25 anos de carreira artística, aprisionou os corações da massa, pois era a coitadinha sacaneada quase que por todos, mas venceu a FLORA /FAUNA, que tinha mais instinto de bicho do que rastro de perfume de flor.
Não ficou claro se o pai (Léo) era o avô/pai, ou era o molestador da filha, mas para ele restou a pena de entregar cestas básicas à população desassistida da pequena cidade cujo prefeito estava mais preocupado em polir as “pontas” que cuidar da população. Mata-se a fome de alguns, para empanar a destruição emocional de muitos.
Dois fatos chamaram mais profundamente minha atenção: A lição subliminar do posicionamento moral que o autor dá através de Lara, que mesmo sabendo ser filha natural de Flora, tem a coragem de atirar na própria mãe, cujas atitudes criminosas, são tão naturais para os tresloucados, apostando sempre num " gran finale" para as suas atrocidades porque sabem da impunidade que permeia a justiça brasileira .
No bloco final, nos deparamos com duas buscas ao encontro da felicidade quando Lara resolve procurar Halley o cometa da paixão e do amor que habitava o seu coração pois o desorientado Cassiano não teria uma morada confortável nesse lugar .
E como a Globo mesmo na ficção, teme desagradar a gregos e baianos, empanou a decisão de Catarina dançar com a Stela um Tango “caliente”, mas deixou claro que é melhor uma viagem para o desconhecido e o não experimentado, do que ser mais uma amada , que não ama.
Certamente que os primeiros capítulos dos Caminhos das Índias nos levarão a algum lugar, talvez, como folhas soltas ao vento em busca de novas especiarias!
De tudo, fica a música Um beijinho doce, que nos faz lembrar de alguém que se nos deixou mordendo os lábios... Valeu pelo Beijo!
Texto e imagem :Lígia Beuttenmuller
Direitos Autorais Reservados

3 comentários:

Anônimo disse...

Ola Ligia

Mais uma vez volto a comentar suas crônicas. Fiquei um tanto quanto por fora do assunto, por não “acompanhar” novelas. Mas gosto muito do seu jeito de escrever e de como você coloca-se bem quando exprime suas opiniões.
Porém uma coisa me chamou atenção: As imagens das suas crônicas são belíssimas e na sua maioria desenhada por você. Além de escritora, também é pintora. Você é assim mesmo: PERFEITA?
Espero que você não me ache uma pessoa repetitiva e chata que sempre cai na mesmice de lhe elogiar. Mas não encontro outra maneira de me expressar: Parabéns outra vez.
Um abraço

lígia disse...
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lígia disse...

Olá Anônimo, você sabe, sabe sim, que é o aplauso está para a arte como o oxigênio para a vida. Portanto só tenho a agradecer toda ternura que você passa ao comentar o que lê. Fico extasiada com seus elogios. Sei que outras pessoas leem (não tem mais acento, não é? - o contador de visitas expressa isso- mas por não saberem como adicionar o comentário, deixam de faze-lo, ( a janela do comentário é um pouco complicada)
Você me presenteia sempre quando consegue externar a sua sensibilidade no meu "banho de linguagem".
As pinturas eu as faço com um programa da Pixarra, e estão fazendo parte de um projeto posterior , que será uma coleção de cartões com imagem e textos. Tanto nas letras como nos pinceis sou autodidata. Esse ano decidi fazer Jornalismo , para me sentir mais à vontade para expor meus pensamentos.
Quanto à "perfeição" tento e busco-a todos os dias, quem sabe consigo a imortalidade, mas não gostaria de ser única nessa conquista. Não morrer seria perpetuar-me e não me agradaria estar sozinha nessa condição.Gostaria que esse desejo não se cristalizasse na utopia, e que eu conseguisse derrotar a morte como Sabin o fez com a Poliomielite.Se me perguntassem quais animais eu admiro, eu diria que a tartaruga me encanta , pela sua longevidade, e os pássaros por sua possibilidade de voar.Mas acho que tartaruga tem uma carapaça muito dura para acoplar asas e aprender a voar com tal carenagem é ofício para Richard Bach .Bom, os sonhos nos fazem etéreos e sutis, a arte nos imortaliza, a música embevece nossa vida, e os Anônimos garantem a nossa persistência.
Um abraço afetuoso
Grata mais uma vez.
P.S. Me permita postar no blog o meu comentário sobre o comentário que recebi de você.