quinta-feira, 8 de julho de 2010

DINHEIRO E FAMA NA CONTRA-MÃO


Me parece que a fama e o dinheiro não fazem bem a certas pessoas, que pena! Como não saber administrar as benesses próprias dessas duas coisas que fazem da vida normal e comum, um espetáculo? Como é possível ter essa grande oportunidade de estar debaixo dos holofotes da sociedade e não destinar essas possibilidades para propagar a paz e ajudar aos necessitados?
Os incautos dizem que o dinheiro transforma o indivíduo, todavia não concordo que isso seja verdadeiro, isso combina mais com lenda urbana, pois há muitos ricos que se preocupam com a fome , miséria e despreparo profissional do povo mais pobre, e criam associações desportivas, ONGs, para modificar a vida dessa gente.
No entanto, a safra futebolística, tem sido representada por alguns atletas despreparados para lidar com o sucesso e a conta bancária, buscando superar a infância difícil, vivida muitas vezes em favelas. E ao virar celebridade, carregam consigo os traumas vividos lá e “descontam” na sociedade, como se não soubessem que há profissionais capacitados para retirar deles a “favela” de onde vieram.
Lógico, que há nessas comunidades expropriadas, muita gente do bem, no entanto é comum ao brasileiro justificar que “com convivência até perna quebrada se pega” que a meu ver, é outra lenda urbana.
Quer dizer que só há visgo para coisa ruim?
Lastimo que tanto no meio esportivo como no artístico e político existam tantos depreciadores da fortuna econômica e cultural, que poderia ser utilizada como conversão do menor para o maior, do individual para o coletivo, do fragmentado para o completo, do fugaz para o permanente.
Há que se reestruturar a família, educar os filhos, colocar limites, articular a paz e a exaltação à vida.

Quantas pessoas ainda morrerão pela impunidade avassaladora que permeia o Código Penal mediante os atos criminosos? Até quando esqueceremos que viver é a possibilidade que a natureza nos dá para termos tempo de ser feliz, ter e fazer o bem?
O Brasil está se tornando um gigante econômico, que se deforma a passos largos pela violência urbana, contra crianças, mulheres e idosos que todo dia “escapam” e lutam para permanecer vivos e sem traumas.
Quantos “Robinhos”, “Veras Lúcias” , “Brunos”, serão ainda capas de revista para demonstrar que a gente precisa dar um basta enquanto cidadãos, antes que sejamos parte das estatísticas dos que são violentados por “loucos” que muitas vezes são considerados “primários”, e por ter residência fixa respondem em liberdade ou pagam seus crimes com medidas sócioeducativas?

Em tempo:
http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/07/apos-prisao-bruno-diz-que-esperanca-de-disputar-copa-acabou.html.
O Bruno lamenta não poder participar da Copa de 2014.
Uma camisa- de –força, e uma jaula para esse cara que acusado de assassinato, pensa no “ópio do povo” e na sua projeção pessoal.
Créditos:
Texto : Lígia Beuttenmüller
Imagem:Google Imagens

Um comentário:

Marta Adalgisa disse...

Oi menina...
No Brasil fama e dinheiro andam juntos com poder e imunidade. Basta que se tenha os dois para se achar superior, envolvido numa película que os diferencia dos outros pobres mortais. Isso, pensam eles, é o passaporte para serem intocávés, livres de qualquer punição.
Um abraço carinhoso,
Marta